segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Voa

Por Mari Arantes

Voa beija-flor

Molhar o bico no ar

Na flor pendular

Metamorfose

Por Mari Arantes

Uma metamorfose ambulante, mudança de opinião constante...
E quando penso que entendi o mundo,
Vem a vida e desviando caminhos.
E sem entender a gente continua
Chora, ri e não sei mais o que
Procurando entre esquinas, ruas, sombras, feições...
É nossa sina...
É nosso fardo...
É o que colhemos...
frutos saborosos ou amargos,
mesmo quando os cultivamos com amor, respeito, carinho e atenção.

E por falar em Milton... e em Maria...

Por Mari Arantes

Noite difícil, sem sono e sentindo muito calor.
Acordei no meio da noite com a cabeça doendo e os olhos inchados. Olhei no espelho e pensei "Credo, cadê a Mari que eu conheço?". Decidi voltar pra cama e ver se dormia as poucas horas que ainda restavam antes do dia raiar...
Pela manhã a enxaqueca estava muito pior... mas, contradizendo minha noite difícil, acordei pensando em Milton e cantarolando uma música que amo "Maria, Maria".
Ele canta com tanta alegria que dá a impressão de que a Maria cantada faz referência a todas as mulheres brasileiras, aquelas fortes sabe? Que têm sonhos, que têm graça, manha, raça e força... sempre!
E ele arremata a linda letra dizendo que "quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida".
Estranha mania... estranha porque em condições adversas conseguimos retomar nossa força e gana de viver e seguimos em frente.

Maria é metade mim, o resto é Ana e as duas vivem brigando... uma extremamente racional, outra completamente impulsiva e sensível. Uma que pede pra viver tudo agora, nesse momento e pra ontem e a outra... ah... a outra pede calma, pede pra que obedeçamos o tempo de cada coisa. Mas quando se juntam e se harmonizam, se tornam a Maria de Milton... que é o dom, uma certa magia, a dose mais forte e lenta, o som, a cor e o suor, uma força que nos alerta... uma mulher que merece viver e amar, como outra qualquer do planeta.

E é tentando viver e amar como qualquer outra, que muitas vezes me despedaço em mil... me desnudo e me deixo desfolhar, sabendo que mesmo aos pedaços, tenho força e manha pra renascer, sempre em som, sempre em dom, sempre em cor e em suor, porque tenho essa estranha mania de ter fé na vida...

domingo, 25 de outubro de 2009

Mais tarde

Do Marcelo Camelo!

Muuuuuuuito boa!!!



Pode ser até do corpo se entregar mais tarde
Parece simples mas, a gente às vezes é

E o amor é lindo deixo
Tudo que quiser eu não me queixo em ser ai ai ai ai
Acho normal ver o mundo feito faz o mar num grão de areia

É de se entregar a sorte e todo mundo vai saber (3X)

Em ver que o vai e vem pode ser eterno
Pra ver quem manda
Acho que não vai dar tô cansado demais
Vou ver a vida a pé ai ai ai ai
Acho normal tá no mundo feito faz o mar num grão de areia

Relicário

Do Nando... Relicário!


É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô...
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?