quinta-feira, 21 de maio de 2009

Beija a flor...



O beija-flor passou a vida colhendo o doce daquela flor. Ela não queria que ele fosse embora, então se enchia de mel pra que ele não precisasse ir a lugar nenhum. Ela, parada, se sentia viva ao ver o bater asas daquele pássaro reluzente, cheio de energia. Ele a admirava, encantado, não queria perdê-la, a amava, mas às vezes ele dizia: "Me deixa ir, linda flor, eu preciso ver outras coisas, mas prometo que volto porque amo você". E ela entristecida chorava e perguntava porque ele queria aquilo, ela se esforçava tanto pra dar o melhor mel pra ele, ele não precisaria de outra coisa, ela já bastava: "Eu preciso da sua energia, da sua força".
E o beija-flor foi entristecendo... Suas asas já não batiam mais com tanta força, mal ele conseguia se segurar no ar, seus olhos antes vivos, reluzentes, foram ficando opacos, tristes. Um dia, nem voar ele queria mais... seu bico nem ansiava mais pelo mel da linda flor... E ele olhava para ela, chorando a pensar: "Minha bela flor, terei que deixá-la, não posso morrer a seus pés... te amo tanto e isso era o que deveria bastar... meu corpo pede pra que eu busque um lugar para então me entender e me encontrar"...
A flor estava dormindo, mas acordou com o esforço do pássaro para bater suas asas. Percebeu que nessa manhã, seu amado beija-flor não se esforçara para subir e beijá-la... ele estava indo embora. A flor chorou, gritou, pediu por favor, para que ele não fosse, mas ele foi... ele estava indo embora.
O beija-flor cansado encontrou uma árvore e entrou no tronco oco. Adormeceu suas patas e seu bico, num sono profundo, o sono do reencontro...
E ele sonhava com as belezas do mundo. Não queria outras flores, queria apenas ver o mundo e fazer suas penas brilharem com as histórias que ouvisse...
Quando acordou, o beija-flor, encantado, olhou suas penas e percebeu que durante aquele sono, as penas antigas caíram, dando lugar a penas cintilantes verdes, azuis, douradas...
E ele saiu voando pelo mundo, encontrou pessoas, lugares, outros bichos, coisas que nunca havia imaginado que existia e nem por isso deixou de pensar em sua amada flor.
Um belo dia, o beija-flor voltou àquele jardim onde sua amada flor morava e encontrou-a rodeada de abelhas e outros beija-flores. Foi correndo contar pra ela sobre tudo o que tinha visto. Ele não teve ciúmes, pois sabia que toda flor nasce pra dar mel aos bichos que precisam dele.
Ao se aproximar a flor o tratou com desdém: "Ora, ora, quem está aqui... pensei que tivesse morrido, nunca mais veio me visitar. Agora não preciso mais de você, não vê como estou rodeada de bichos que precisam de mim... Você não deu valor quando eu era exclusividade sua, agora quer voltar assim de repente e ter minha atenção... pode embora, vá para o seu mundo, não é muito melhor do que ficar em minha companhia".
Triste, o beija-flor foi embora. Percebeu que aquela flor nunca o amou verdadeiramente. Ele só queria que ela entendesse que, mesmo tendo nascido diferentes, era possível continuarem se amando, desde que cada um respeitasse sua natureza...
Hoje ele vive a voar pelos cantos desse mundo e contenta-se com os encatamentos de tudo o que ve de novo e de belo.
Ele renasceu de suas próprias cinzas e encontrou sua verdadeira missão...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Arma-dura

Seria muito mais fácil viver a vida toda vestindo a armadura da força?
Seria menos doloroso simplesmente não sentir?
Às vezes só precisamos de um abraço confortável que nos ajude a ver a vida com mais carinho e menos dor.
Todo mundo precisa de carinho, todo mundo precisa compartilhar.
Porque será então que, ainda assim, o amor continua sendo um assunto um tanto tabu, mesmo sendo cantado nas mais belas canções, exposto nas mais belas telas ou escrito nas letras mais consagradas. As pessoas estão acreditando cada dia menos no poder do amor.
Me preocupo com isso porque creio que só o amor pode mudar o mundo, não no sentido romântico, tipo... se amem e tudo vai ficar bem.
Não! O amor do qual estou falando é daquele que caminha junto, que compartilha. Não daquele que mata, que tenta destruir o ser amado. Isso pra mim não é amor.
Amar é aceitar o outro em suas diferenças e seus defeitos. É dar ao outro a liberdade de ser simplesmente quem ele é e estar ao seu lado exatamente daquele jeito.
O amor não clama por mudanças, ele aceita... Não é passivo, mas aceita com alegria, aceita, encontra beleza no que vê e ri da diferença. Caminha junto, compadece da a dor do outro, se alegra com as conquistas do outro, acalenta quando há tristeza, faz com que o outro entenda que "no matter what" você pode contar com aquela pessoa - amigo, namorado, marido, mãe, pai, irmã, irmão... Mesmo você sendo um ser tão cheio de defeitos, você pode contar com aquela pessoa, porque ela te ama assim, com tudo o que você tem e em tudo o que você se transforma enquanto cresce e se desenvolve.
Quando amamos queremos a presença do outro não porque ela nos completa... Repare bem, quando você ama, você espera o outro para compartilhar, porque é gostoso compartilhar. Essa história de "Você me completa com o que eu não tenho" não é referente ao amor. Se outro te completa talvez você esteja agindo com egoísmo. Quer dele o que ele tem e de repente nem procura saber se o outro também se sente complementado com a sua existência. Apenas suga as energias dele, como um vampiro... E some na escuridão da noite em busca de outras presas.
Não poderia ser complementaridade, porque só podemos amar e sermos amados porque somos completos e sendo completos muitas coisas boas iremos compartilhar com o outro. Ele com as coisas dele, você com as suas coisas. Vivendo e respeitando a diferença. O amor se apóia nelas.
Não creio que o símbolo certo pro amor seja o coração, pois o coração não sente só amor, sente tudo...
Creio que pra essa emoção tão sublime não exista um símbolo que o alcance com tanta maestria.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Primeiro dicionário da Língua Portuguesa na Web

Primeiro dicionário da língua portuguesa está na Internet

por Redação

Projeto permite que usuário veja como as palavras eram escritas no século XVIII

O primeiro dicionário da língua portuguesa foi inteiramente digitalizado. O trabalho foi feito por alunos e docentes do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) e já está disponível para consulta pública na Internet.

O trabalho de digitalização durou aproximadamente um ano e meio. Trata-se do Vocabulário portuguez e latino, de autoria do padre Raphael Bluteau (1638-1734), que nasceu em Londres e mudou-se para Portugal em 1668. Ao todo, o dicionário se divide em 10 volumes, que foram publicados entre 1712 e 1728 e contém cerca de 45 mil verbetes.

Além de digitalizar a obra, a equipe de alunos e pesquisadores também criou um sistema de busca, onde o usuário poderá ver como era a grafia de algumas palavras no século XVIII.

Esse é o segundo fruto do projeto Dicionários no IEB, que tem como objetivo disponibilizar em versão digital dicionários de difícil acesso, permitindo um encurtamento de distancias e gerando uma economia nas pesquisas.

Os próximos dicionários que serão trabalhados são: o Tesoro de La Lengua Guarani (1639), de Antonio Ruiz Montoya, o Diccionario Histórico e Documental (1899), de Souza Viterbo, e o Diccionario da Lingua Portuguesa (1813), de Antonio de Morais Silva.

Mais informações: www.ieb.usp.br

Fonte : Agência FAPESP


Fonte: http://www.cartanaescola.com.br/online/primeiro-dicionario-da-lingua-portuguesa-esta-disponivel-na-internet/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quem vai dar conta de mim?

Sopra um vento seco e fresco
Vem trazendo os ares da nostalgia
Uma brisa que entranha nos meus órgãos
Como se a música nascesse de minhas teclas
Enquanto teclo, enquanto espero as palavras
Aquelas que não sairão dos pensamentos mais inconscientes
Se é que elas existem nas sombras
Eu odeio o saudosismo
Mas uma lágrima vai descendo inevitavelmente
Como a chuva quando resolve cair sem pedir licença
E caio... caio aos cacos
junto meus pedaços
junto aos cacos, as lágrimas
O sal amargo do choro contido
E tento entender minha forma
Essa forma sem forma, disforme, separada
Sem sentido
Direito ou esquerdo?
Pra cima ou pra baixo?
Dentro ou fora?
Tentando seguir mundo afora
Sem destino ou endereço
Colecionando os números de minhas casas
sem lares, somente concreto e tinta
Pintando o quadro de minha vida
Em tons brancos, pretos, cinzas, pastéis

Tento soltar um grito
ou faço apenas um pedido
que ninguém vai entender
então escolho o silêncio
silencio meus dons, meus tons
ofusco meu brilho,
me faço em metade
um pouco de sonho, um pouco de realidade
esperando
esperando
esperança
.
.
.
.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Memórias

Penso que uma das maiores fontes de nossas emoções é a nossa memória.

A fantasia também, quando damos asas a ela. Mas a fantasia muitas vezes nos faz sentir emoções um tanto virtuais, pois talvez nunca realmente possam ser experimentadas na intensidade e maneira que se manifesta dentro da gente. Mas ela cumpre seu papel.

A memória não... a memória é uma marca real, feita à ferro e fogo pelas emoções. Canta-se, escreve-se sobre ela e chora-se por culpa dela, porque muitos momentos de nossas vidas só podem ser alcançados se rememorarmos. E por vários motivos, talvez não possam ser vividos.

Uma pessoa amada que se foi, pessoas amadas que se perderam no tempo, a inocência que dá lugar à desconfiança, palavras ditas ao vento, a vida que deixamos no passado, os planos, projetos, gargalhadas, lágrimas, cheiros, gostos, toques, vozes, sorrisos, cantos, abraços, desentendimentos, sonhos... inúmeras são as coisas que deixam marcas em nossa mente...

Quem se ocupa de trazer isso de volta é a memória... a mesma que grava tudo o que damos importância enquanto vivemos esse momento efêmero chamado presente, porque o passado não existe, nem mesmo o futuro e que saibamos escolher bem o que vai marcar nossa memória.

sábado, 10 de janeiro de 2009

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;

3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha 10 anos atrás), você fica apavorado e volta buscá-lo;

4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;

5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps...;

6. Você não sabe o preço de um envelope comum;

7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);

8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);

Você digita o '0' para telefonar de sua casa;

10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando, volta para casa quando já escureceu de novo;

11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;

11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;

12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;

13. Você retornou a lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;

14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;

15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;

16. Provavelmente agora você vai clicar no botão 'Encaminhar'... é a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Boas vindas à 2009!

Toda virada de ano fazemos promessas e refletimos sobre o que fomos até esse momento simbólico.
Sempre acreditamos que no próximo ano, com toda certeza, nossa vida irá mudar completamente e seremos felizes para sempre...
Só que muitas vezes esquecemos que o que define o que seremos ou conquistaremos são nossas atitudes até então, independentemente se estamos prestes a passar para um novo ano, ou a fazer aniversário ou simplesmente acordar de manhã cedo, em um dia comum do nosso calendário anual.
Porque será que fazemos tantas promessas e temos tanta esperança de que, milagrosamente, alguma coisa ira modificar definitivamente nossas vidas?

Por conta desse questionamento, brindo hoje, dia 1° de janeiro de 2009 à nossa capacidade de tomarmos as redeas da nossa própria vida, acreditando sim nos milagres das coisas que não podemos explicar, mas tendo a certeza de que temos força e determinação para com as nossas próprias mãos e uma forcinha divina, conquistarmos nossos sonhos plenamente!!!

Brindo a beleza das coisas simples da vida, essas que por serem simples, nos marcam para sempre!

Brindo a capacidade de sermos seres pacíficos! Brindo pela esperança de conseguirmos resolver as coisas sem discussões, nem guerras!

Um brinde ao poder do amor e as maravilhas que podemos alcançar apenas sentindo...

E para finalizar, um brinde às surpresas da vida, pois são elas que nos fazem mais vivos a cada palpitar do nosso coração!

Um feliz 2009 ao mundo!!!