Por Mari Arantes
De repente as palavras fogem...
Um turbilhão de pensamentos
O coração há 200.000 por hora
Mas ainda assim as palavras faltam...
As reticências falam por si
Agora reticente...
Pensativa...
Uma confusão gostosa...
Um gelo brincalhão na barriga
Quase cócegas
E não interessa se é madrugada, dia, noite
Algumas coisas são tão plenas, intensas
Ricas em si mesmas
Não precisam de palavras
Só esse borboletar de coisas dentro da gente
O misto de desejo e sabe-se lá o que mais
Não um desejo sórdido, mas uma pulsão pura...
E de repente as palavras chegam em forma de poema
Poema disforme, torto
Um poema meu,
As minhas palavras
A sensação de estar nesse momento completo...
E vai entender os traçados do nosso destino
Se é que existe o destino...
E vai entender os nossos próprios traçados,
As nossas escolhas...
Se possível... delicie-se!!!
Sou eu...
- Mari Arantes
- Uberlândia, Minas Gerais, Brazil
- Gosto da vida e vivo intensamente, apesar de ser medrosa. Escrevo com o corpo e com as emoções. Escrevo como se as palavras pudessem formar uma melodia harmoniosa... Às vezes leio as coisas que escrevo e acho muito feio e ridículo e então... abandono o blog por um tempo. Sim, lendo minhas palavras é possível ler minha alma e não pretendo mudar isso, porque elas são espelhos fiéis do que se passa dentro de mim.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Demonstrar amor, sempre... Implorar, jamais!
Por Rosana Braga
(...) Pessoas me contam sobre o quanto têm exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustrações seguidas de frustrações.
Observando tais histórias, notei que, como em tudo o que é sutil e profundo ao mesmo tempo, há um tênue limite a ser observado nesta questão. Ou seja, é preciso amadurecimento e autopercepção para notar a diferença entre 'demonstrar o que se sente' e 'mendigar o amor do outro' – coisa que nunca defendi e nem pretendo fazê-lo agora; tanto que, numa outra ocasião, escrevi "O outro tem o direito de não gostar de você!".
Tem muita gente confundindo 'ser sincero' com 'ser inconveniente'; pessoas agindo sem dignidade em nome não de um amor, mas de uma obstinação infantil e neurótica. Quando digo que precisamos começar a admitir mais o que sentimos, não estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento 'goela abaixo' do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.
Se o outro disse ou demonstrou que não quer, que não pode retribuir o amor que sentimos, o mínimo que podemos fazer é respeitá-lo e – sobretudo – tentar manter nossa autoridade moral diante deste 'não'. Acontece que aí está outro tênue limite: a diferença entre 'comportar-se de modo digno' e 'agir movido por um orgulho despeitado'.
De novo, é preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua própria dor faz parte de uma personalidade íntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferença e superioridade quando o coração está, na verdade, sangrando, são atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.
Mas há que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experiências a serem vivenciadas; isto é, uma vida inteira! E quem de nós nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do coração?
Felizmente, pouquíssimos ou ninguém se reconhecerá tão conveniente, tão adequado e absolutamente oportuno na dança do amor; até porque, estaria sendo pedante, muito certamente.
Sendo assim, mais do que levar tão a sério o "jamais" que coloquei propositadamente no título deste artigo, meu intuito é que eu e você consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!
Afinal, bom mesmo é descobrir na prática, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais autênticos e inteiros no exercício de amar!
(...) Pessoas me contam sobre o quanto têm exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustrações seguidas de frustrações.
Observando tais histórias, notei que, como em tudo o que é sutil e profundo ao mesmo tempo, há um tênue limite a ser observado nesta questão. Ou seja, é preciso amadurecimento e autopercepção para notar a diferença entre 'demonstrar o que se sente' e 'mendigar o amor do outro' – coisa que nunca defendi e nem pretendo fazê-lo agora; tanto que, numa outra ocasião, escrevi "O outro tem o direito de não gostar de você!".
Tem muita gente confundindo 'ser sincero' com 'ser inconveniente'; pessoas agindo sem dignidade em nome não de um amor, mas de uma obstinação infantil e neurótica. Quando digo que precisamos começar a admitir mais o que sentimos, não estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento 'goela abaixo' do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.
Se o outro disse ou demonstrou que não quer, que não pode retribuir o amor que sentimos, o mínimo que podemos fazer é respeitá-lo e – sobretudo – tentar manter nossa autoridade moral diante deste 'não'. Acontece que aí está outro tênue limite: a diferença entre 'comportar-se de modo digno' e 'agir movido por um orgulho despeitado'.
De novo, é preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua própria dor faz parte de uma personalidade íntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferença e superioridade quando o coração está, na verdade, sangrando, são atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.
Mas há que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experiências a serem vivenciadas; isto é, uma vida inteira! E quem de nós nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do coração?
Felizmente, pouquíssimos ou ninguém se reconhecerá tão conveniente, tão adequado e absolutamente oportuno na dança do amor; até porque, estaria sendo pedante, muito certamente.
Sendo assim, mais do que levar tão a sério o "jamais" que coloquei propositadamente no título deste artigo, meu intuito é que eu e você consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!
Afinal, bom mesmo é descobrir na prática, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais autênticos e inteiros no exercício de amar!
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Ali....
Por Mari Arantes
Ela estava ali parada, no canto de um salão enorme, esperando para vê-lo... de longe mais uma vez...
Não sabia que agora seria diferente.
Não sabia nem bem o porque de estar ali tão cedo... não havia quase ninguém...
Ele entrou e ela estava ali... Os olho dele vidraram ao vê-la e se tornaram fãs naquele momento...
Ele pôs os olhos nela ali no canto e ela esperava para vê-lo mais uma vez...
Ele a viu naquele momento... nunca a tinha visto.
E ele entrou, ela o olhou... quem? Sem acreditar que ele estava se aproximando...
Ela pensava que não podia o ter e ficava imaginando...
Mas naquele momento, tudo o que imaginava estava bem ali...
Ela amava... e ele disse "Oi"... a menina mulher não conseguiu reagir e com os olhos o olhava mesmo andando em outra direção...
Mas ao vê-lo de longe, ela o olhou e com os olhos disse "Vem"...
Ele foi... o tempo parando em passos mudos...
O tempo parou naquele momento...
Eles se abraçaram e sentiram como se fossem um, apenas um...
Sem esperar ele a beijou!
Ela não esperava, nunca esperou isso...
Ele disse palavras, fitou-a sem medo!
E se abraçaram!
E ele precisou ir embora, subir aquelas escadas e testar alguns projetos de vida!
Ela pediu que esperasse quando terminasse seu trabalho e desceu aquela ladeira, entrou em seu quarto simples, papel e caneta na mão... o escreveu palavras que nunca se comparariam às dele.
Voltou, ele a esperava...
Ela entrou e ele estava ali...
Será que foi ela quem o atraiu? De onde ele a descobriu?
Ele queria tocar seu corpo... ela entregou o papel, ele de blusa branca com seu jeito ainda moço de ser...
Caiu a chuva e ele pediu pra que ela não ficasse com medo...
Selando a união, eternizaram o amor mesmo acreditando que não seria imortal...
Tão pouco imortal a ponto dela acordar pela manhã, em sua cama ensolarada e se dar conta de que tudo não passara de um florido sonho, revelando seu segredo e seu desejo, escondido nas estampas de sorrisos em seu rosto...
Ficou triste por ser um sonho, mas sentiu-se cheia de amor e de vontade de viver, pelo menos em busca de sua felicidade...
Ela estava ali parada, no canto de um salão enorme, esperando para vê-lo... de longe mais uma vez...
Não sabia que agora seria diferente.
Não sabia nem bem o porque de estar ali tão cedo... não havia quase ninguém...
Ele entrou e ela estava ali... Os olho dele vidraram ao vê-la e se tornaram fãs naquele momento...
Ele pôs os olhos nela ali no canto e ela esperava para vê-lo mais uma vez...
Ele a viu naquele momento... nunca a tinha visto.
E ele entrou, ela o olhou... quem? Sem acreditar que ele estava se aproximando...
Ela pensava que não podia o ter e ficava imaginando...
Mas naquele momento, tudo o que imaginava estava bem ali...
Ela amava... e ele disse "Oi"... a menina mulher não conseguiu reagir e com os olhos o olhava mesmo andando em outra direção...
Mas ao vê-lo de longe, ela o olhou e com os olhos disse "Vem"...
Ele foi... o tempo parando em passos mudos...
O tempo parou naquele momento...
Eles se abraçaram e sentiram como se fossem um, apenas um...
Sem esperar ele a beijou!
Ela não esperava, nunca esperou isso...
Ele disse palavras, fitou-a sem medo!
E se abraçaram!
E ele precisou ir embora, subir aquelas escadas e testar alguns projetos de vida!
Ela pediu que esperasse quando terminasse seu trabalho e desceu aquela ladeira, entrou em seu quarto simples, papel e caneta na mão... o escreveu palavras que nunca se comparariam às dele.
Voltou, ele a esperava...
Ela entrou e ele estava ali...
Será que foi ela quem o atraiu? De onde ele a descobriu?
Ele queria tocar seu corpo... ela entregou o papel, ele de blusa branca com seu jeito ainda moço de ser...
Caiu a chuva e ele pediu pra que ela não ficasse com medo...
Selando a união, eternizaram o amor mesmo acreditando que não seria imortal...
Tão pouco imortal a ponto dela acordar pela manhã, em sua cama ensolarada e se dar conta de que tudo não passara de um florido sonho, revelando seu segredo e seu desejo, escondido nas estampas de sorrisos em seu rosto...
Ficou triste por ser um sonho, mas sentiu-se cheia de amor e de vontade de viver, pelo menos em busca de sua felicidade...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Relacionamentos

Por Arnaldo Jabor
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra..
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?
Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra..
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?
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