Por Mari Arantes
De repente as palavras fogem...
Um turbilhão de pensamentos
O coração há 200.000 por hora
Mas ainda assim as palavras faltam...
As reticências falam por si
Agora reticente...
Pensativa...
Uma confusão gostosa...
Um gelo brincalhão na barriga
Quase cócegas
E não interessa se é madrugada, dia, noite
Algumas coisas são tão plenas, intensas
Ricas em si mesmas
Não precisam de palavras
Só esse borboletar de coisas dentro da gente
O misto de desejo e sabe-se lá o que mais
Não um desejo sórdido, mas uma pulsão pura...
E de repente as palavras chegam em forma de poema
Poema disforme, torto
Um poema meu,
As minhas palavras
A sensação de estar nesse momento completo...
E vai entender os traçados do nosso destino
Se é que existe o destino...
E vai entender os nossos próprios traçados,
As nossas escolhas...
Se possível... delicie-se!!!
Sou eu...
- Mari Arantes
- Uberlândia, Minas Gerais, Brazil
- Gosto da vida e vivo intensamente, apesar de ser medrosa. Escrevo com o corpo e com as emoções. Escrevo como se as palavras pudessem formar uma melodia harmoniosa... Às vezes leio as coisas que escrevo e acho muito feio e ridículo e então... abandono o blog por um tempo. Sim, lendo minhas palavras é possível ler minha alma e não pretendo mudar isso, porque elas são espelhos fiéis do que se passa dentro de mim.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
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